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Artigo | Mãe é bicho que sofre - Pádua Marques

Neste domingo quando se comemora o Dia das Mães eu me reporto pra uma situação, digamos universal, a visão sobre milhares de mães em todo o mundo à procura de serviços de saúde pra seus filhos em filas de pronto socorro e de hospitais públicos. No Brasil essa visão de atendimento choca até mesmo gente dura nos cascos, dada a desproporção entre a procura e a oferta de serviços, sempre e sempre de qualidade sofrível. Ninguém pense que ser mãe é fácil em fila de posto de saúde ou pronto socorro.

Não queira saber o que é passar em frente de um desses postos de saúde em bairros mais distantes, não só da Parnaíba, mas de qualquer cidade brasileira logo nas primeiras horas da manhã. Mal comparando, e até me desculpem o exagero, mas mais pareceu atualmente aquelas mães desvalidas numa fila sem fim da ONU ou da Cruz Vermelha pra receberem alimentos, água e remédios em Katmandu, no Nepal depois daquele terrível terremoto. Ali é onde mãe chora e filho não vê.

E me ocorre lembrar um dia desses passar no Hospital Dirceu Arcoverde, meu vizinho aqui do bairro Rodoviária e a cena de Katmandu veio me dar uma mãozada na cara, assim bem perto do pé do ouvido, pra ficar zinindo e eu sair tipo catando mamona. E eu fiquei ali a perguntar pra Alá o que foi que sobrou pras mães no dia delas, que é todo dia, toda noite, de madrugada, de domingo a domingo. Aqui, uma de pé com o filhinho enjoado pela noite mal dormida e outras passando a ideia de fortes, mas só Deus sabendo que sofreram uma viagem inteira pra chegarem naquele hospital ou posto de saúde na esperança de atendimento. Curdiacho! 

Mais lá na frente outras sentadas conversando pra matar o tempo de espera e mais outras até de cócoras, cansadas brincando com o filhinho nas filas daquele corredor sem atenção de ninguém e que mais parecia um inferno. E todas querendo porque querendo ser atendidas. Com razão. E aquelas crianças sofrendo, chorando, tomando gagau frio, esfregando os olhos, chupando a pepeta, sonolentas, mamando no peito, catarrentas, de bucho inchado, dor nas costas, encardidas, tristes, fedendo a urina, fezes, leite azedo naquele corredor de hospital. Aquilo lá é lugar de gente?!

E assim é em toda parte o atendimento às mães e á saúde no Brasil. Faltam profissionais, equipamentos, veículos, tecnologia acessível pra exames e diagnósticos, baixa remuneração, não tem a chamada universalização das especialidades. Mas tem fila e sobrecarga de serviços. Não vê o Samu? Quantas e quantas vezes foi e é chamado pra apartar briga de marido e mulher ou briga de vizinho? Quantas e quantas vezes o Samu não deve ter sido acionado pra levar bêbado pra casa? 

Bêbado que estava criando confusão em porta de boteco e de repente ficou escumando feito um barrão enfezado?! Chamasse a mulher desse traste pra levar ele pra curar a carraspana, essa cachaça no fundo da rede?!Ora essa! Agora não pode é o serviço público de saúde ficar sendo usado e abusado. O governo tem gasto o que não possui. Como é que pode ter qualidade um serviço desses? Não pode ser assim não, Damião!

*Antonio de Pádua Marques - Escritor e Jornalista

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