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Livro de Sexta | Outras Vozes – contos sobre o negro escravizado no Brasil - Plínio Camillo

Bom dia, queridos leitores. Tudo bem com Vossas Senhorias?! 

De volta com nossa Série "Livro de Sexta" com uma novidade. Agora iremos fazer indicações de Autores Nacionais Contemporâneo, abraçando a ideia do "Vitrine Literária" idealizado pelas autoras: Cristiane Vilarinho, Maria Luiza Faria, Suely Sette e Vólia Loureiro Do Amaral.

Vamos iniciar indicando o Livro "Outras Vozes – contos sobre o negro escravizado no Brasil" do autor Plínio Camillo da 11 Editora

Plínio Camillo dá voz aos negros escravizados. Autor mistura ficção a fatos históricos em contos sobre a escravidão brasileira

Madalena nasceu sem os braços, mas atinou que depois de abraçar as pessoas com as pernas, boca e ouvido, as criaturas ficavam felizes. A escrava ganhou fama. Frei João da Luz chegou a contar que no meio daquele abraço tinha visto a verdadeira face de Cristo. Sua história e muitas outras estão em Outras Vozes – contos sobre o negro escravizado no Brasil, do autor Plínio Camillo (11 Editora, 152 p.). O livro será lançado no dia 3 de outubro, às 18h, na Galeria Olido, em São Paulo.

A obra mistura ficção a fatos reais, em 33 contos, e dá ao negro do período escravocrata uma voz dissonante, situando-o como protagonista, ora o oprimido, ora o opressor. Temas sobre os quais pouco se fala na historiografia oficial, como a inúmera presença de negros muçulmanos na Bahia, são tratados de forma bastante original.

Em narrativas que muitas vezes flertam com a sonoridade do poema, Camillo transporta o leitor para variados cenários e enredos, desde a vinda nos navios negreiros e o trabalho nas fazendas, passando pelos “negros de estimação”, até os alforriados que trabalhavam nas cidades.

Zulmira, que teve os seus filhos vendidos, Ifigênia, a cozinheira desdentada, João Criolo, o escravo faiscador, Antônio, o negro alforriado são alguns dos personagens do livro, que traz também contos inspirados em fatos reais da história brasileira, como o que relata o flagelo do alufá Bilal Licutan, um dos líderes da Revolta dos malês de 1835, condenado a 24 dias de açoites.

O autor conta que pesquisou por cerca de vinte anos livros e documentos sobre a escravidão. Diz ter encontrado muitos textos importantes, mas nenhum deles trazia o negro como protagonista de sua própria história. “Era apenas a imagem estereotipada do vitimizado em busca de liberdade”, comenta.

Há quatro anos, começou a rascunhar as primeiras histórias, mas não se agradou com os resultados. Em 2013, escreveu Minha Lorinha – texto que mostra relação de apego de uma escrava e sua senhora. Foi aí que encontrou a voz que buscava para os contos que se seguiram. “Dei personalidade, outras facetas, outros olhares, outras vozes, para levar aos leitores boas histórias”, comenta.

“São páginas escritas com muita potência e capazes de tornar o autor Plinio Camillo porta-voz de uma etnia que matiza 52% dos brasileiros”, afirma a jornalista e escritora Nanete Neves, que assina a orelha da obra, prefaciada pelo presidente da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo.

BIOGRAFIA:

O autor

Negro de pai e mãe, como ele mesmo se define, Plínio Camillo nasceu em 1960 em Ribeirão Preto, interior paulista. Viveu em Santo André e Piracicaba. Cursou linguística na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP). Reside em São Paulo desde 1984, com um breve hiato de três anos em Campinas. Ator, educador social, atuou com crianças e adolescentes de rua e hoje trabalha na área de comunicação de uma empresa estatal. É também autor do romance O namorado do papai ronca e da coletânea de contos Coração Peludo.

Mais informações:

11 Editora – www.11editora.com.br
11editora@11editora.com.br
(14) 3032-2513

O livro está em pré-venda no site da 11 Editora, com 10% de desconto, de R$ 45,00 por R$40,50

Informações: Vitrine/Castelo Literário

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