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'É uma esperança', diz mulher com câncer em ato da fosfoetanolamina

Uma manifestação para cobrar agilidade na produção e distribuição fosfoetanolamina sintética reuniu cerca de 60 pessoas em São Carlos (SP) na manhã deste domingo (29). Familiares e pacientes com câncer que entraram na Justiça para a obtenção das cápsulas pediram durante o ato a liberação do composto. “Sei que não foi testada, mas é uma esperança para quem precisa”, disse a professora aposentada Rosangela Pascoalini Rodrigues, que enfrenta a doença há dez anos e aguarda uma liminar para ter acesso às pílulas.

Distribuída pela USP de São Carlos por causa de decisões judiciais, a fosfoetanolamina é alardeada como cura para diversos tipos de câncer, mas não passou por esses testes em humanos, por isso não é considerada um remédio. Ela não tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e seus efeitos nos pacientes são desconhecidos.

Neste domingo, ocorreram protestos também em Rio Claro, na capital paulista e em várias cidades do país. Durante o ato em São Carlos, realizado em frente à USP, os manifestantes usaram camisetas e cartazes pedindo a liberação da pílula. Eles também deitaram na rua em memória às pessoas que já morreram por causa da doença. Um carro de som emitia depoimentos de médicos e de pessoas que tomaram o composto e apresentaram melhoras.

Luta

Aos 53 anos, Rosângela contou ao G1 que dez anos atrás teve câncer de mama. No ano passado, a doença voltou nos ossos e pulmão e, recentemente, atingiu o crânio. A professora, que já realizou rádio e quimioterapia ao longo do tratamento, vê na fosfoetanolamina uma possível solução para aliviar o sofrimento.

“A gente quer tentar. Eu sei que não foi 100% aprovado, mas quem está nesta situação quer tentar tudo. Estou bem assistida, bem tratada pelos médicos, mas estou lutando para ter acesso às cápsulas porque depois que o câncer voltou no crânio assustou bastante”, relatou.

‘Não dá para esperar’

Organizador da manifestação, o comerciante Aguinaldo de Carvalho Oliveira, de 42 anos, veio de Américo Brasiliense dar apoio aos colegas. O pai de Oliveira tem 64 anos e sofre de um câncer no pulmão.

“Os médicos deram mais dois anos de vida, já faz um ano que ele está na luta, fazendo quimioterapia. Estamos fazendo de tudo para manter ele vivo e a fosfo é a última esperança. Acho que agora vão liberar, mas precisa agilizar porque quem tem câncer não pode esperar”, afirmou o comerciante.

Embate na Justiça

No último dia 11, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou a suspensão do fornecimento da fosfoetanolamina sintética, distribuída pela USP para pacientes com câncer mediante liminares.

A decisão, por maioria de votos, foi tomada após recurso interposto pelo Estado de São Paulo, que argumentou que a substância tem efeitos desconhecidos nos seres humanos, não é considerada um medicamento, não possui o registro necessário perante a autoridade sanitária competente (a Anvisa) e que sua distribuição poderia acarretar graves consequências para os pacientes.

Com isso, pessoas que estavam recebendo as cápsulas deixaram de consumir o composto, desenvolvido há mais de 20 anos pelo pesquisador Gilberto Orivaldo Chierice, professor aposentado do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP).

Discussões

A fosfoetanolamina sintética já foi tema de audiências públicas no Senado e na Câmara e, nesta semana, o governador Geraldo Alckmin pediu ao ministro da Saúde, Marcelo Castro, a liberação do composto para o uso compassivo, previsto para quando os tratamentos disponíveis no mercado se apresentam insuficientes para o paciente.

Alckmin também anunciou que pretende dar início a testes clínicos em hospitais da rede pública estadual para avaliar a eficácia da substância e que a discussão para estabelecer o protocolo dos estudos terá início na próxima semana. Finalizada essa etapa e com aprovação da Anvisa, o Estado começará os testes clínicos.

Na sexta (27), Alckmin se reuniu com o ministro da Saúde, Marcelo Castro, para debater o uso da fosfoetanolamina em pacientes com câncer. Na reunião, a USP cedeu ao Estado o direito à pesquisa e produção da substância para que seja utilizada nos testes. As cápsulas para a realização dos testes serão fabricadas na Fundação para o Remédio Popular (Furp), em Américo Brasiliense (SP).

Fonte: G1

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