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Uso excessivo de medicamentos pode elevar risco de mal de Alzheimer



Os medicamentos, apesar de legalizados e acessíveis, são capazes de viciar, assim como o álcool e as drogas ilícitas. A dependência de remédios é grave e pode estar associada até mesmo ao desenvolvimento do mal de Alzheimer, embora muitas pessoas ignorem os riscos.

O último relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o tema revelou que o uso abusivo de medicamentos controlados já supera o consumo somado de heroína, cocaína e ecstasy. No Brasil, a Fiocruz mantém um sistema de informações sobre intoxicações, e o levantamento mais recente apontou que mais de 27 mil pessoas foram vítimas de intoxicação por medicamentos no país.

A obrigatoriedade de receita médica para compra de determinados tipos de remédios parece não impedir, no entanto, que as substâncias sejam adquiridas. Há notícias de que o mercado negro dos medicamentos é amplo e lucrativo no mundo inteiro e oferece remédios para emagrecer, abortivos, antidepressivos e opiáceos – substâncias derivadas do ópio, normalmente usadas para dor. Essas duas últimas classes de remédios são as que mais causam dependência, além dos medicamentos estimulantes, como a ritalina, conhecida como “a droga dos concurseiros”. 

A psiquiatra Carolina Chaim, pesquisadora do Centro de Informação sobre Saúde e Álcool (CISA), explica que a possibilidade dessas substâncias – que têm tarja preta e prescrição controlada – levarem o paciente ao vício depende de como são utilizadas. “As substâncias têm prescrição de uso de curto a médio prazo e são eficazes nessas situações. Mas o uso a médio e longo prazo leva à dependência e faz com que o indivíduo precise de doses cada vez maiores.”

Com o uso constante, o sistema nervoso começa a se adaptar ao medicamento e a pessoa passa a aumentar progressivamente a quantidade consumida. “Em geral, quando existe um quadro de dependência, o medicamento adquire um espaço grande na vida do indivíduo”, diz a psiquiatra.

O abuso dos remédios, de acordo com a médica, acarreta uma série de problemas, como redução da memória. “Estudos já associam a dependência de remédios com Alzheimer. Além disso, em idosos, esse uso está associado a quedas, que causam complicações. Em outros casos, pessoas que têm função hepática já prejudicada podem não conseguir metabolizar medicamentos e eles também podem interagir com outras substâncias e prejudicar o tratamento de outras doenças.”

Um problema comum entre os dependentes é a associação desses remédios ao álcool, o que pode ser muito perigoso. “A junção com álcool é perigosa, pode rebaixar a consciência do indivíduo e levá-lo a um quadro psiquiátrico grave, de ansiedade e depressão”, adverte Carolina.

Quem enfrenta dependência de remédios precisa procurar atendimento psiquiátrico para conseguir se libertar do vício. “Existe todo um protocolo da psiquiatria para tratar casos desse tipo. Se a medicação for interrompida de uma vez, o quadro de abstinência pode ser grave. Nesses casos, os médicos até usam outro tipo de medicamento que não cause dependência para tratar o paciente. Além disso, como todo transtorno de dependência, o atendimento psicológico é importante para estimular o individuo a deixar o vício, a fazê-lo entender quais as perdas que ele pode ter em função disso.”


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