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Chavalzada entrevista o fotógrafo artístico Airton Porto

O Blog Chavalzada apresenta mais uma entrevista da série de diálogos que fará com os artistas participantes do "II Fazendo Arte Coletiva" que ocorrerá agora em setembro no Teatro Saraiva em Parnaíba/PI. A conversa de hoje é com o fotógrafo Airton Porto


A fotografia surgiu na minha vida de Airton Porto quando ele tinha aproximadamente 08 de idade, e foi o suficiente para despertar o seu olhar para o mundo das imagens. Todavia, foi somente por volta de 2003 que começou a ter uma contato mais apaixonante com esse tipo de expressão cultural/artística.

Chavalzada – Primeiramente, me fale um pouco sobre você. Quem é Airton Porto?

Airton Porto - Um fotógrafo que transitou por vários segmentos da fotografia e hoje desenvolve um trabalho em preto e branco, totalmente autoral.

CH - Quando você começou a fotografar? 

Airton - Posso dizer que fotografo desde sempre, mas foi por volta de 2003 que comecei a fotografar de forma mais intensa, inicialmente para a família e amigos.

CH – Qual é seu estilo fotográfico, tipo de fotografia preferido?

Airton - Como disse inicialmente, transitei e transito por vários estilos, pois sou por excelência um experimentalista, um pesquisador da fotografia. Entretanto, se fosse responder o que me move e o que me apaixona hoje na fotografia, diria para você que sou um retratista.

CH - Quais são suas principais influências?

Airton - As minha influencias são variadas, entre elas: Henri Cartier Bresson, Robert Doisneau, Elliott Erwitt, Josef Koudelka, Pierre Verger, Brassai, Evandro Teixeira, José Medeiro, fotógrafo do Piauí, Walter Firmo e Sebastião Salgado.

CH - O que você tenta expressar em sua fotografia artística?

Airton - Olha, os meus sentimentos, as minhas vivências e a minha leitura de homem e de mundo. Creio que isto tudo acaba por subjetivar uma estética muito particular. É assim para mim e para todo mundo, acredito.

CH - Você costuma fotografar com um propósito em mente, ou se deixa levar mais pelas oportunidades que surgem?

Airton - Veja bem, quando saiu para fazer as minhas fotos autorais, já tenho a foto na minha cabeça, porém sempre somos surpreendidos pelo inesperado, por aquilo que não esperamos, mas surgem do nada à nossa frente pedindo para serem fotografadas. Isto é o lado bom dessas buscas, ser surpreendido pelas coisas ou pessoas.

CH - Canon, Nikon, Fuji, Sigma, Olympus, Sony, Pentax... Em qual você aposta? Por quê?

Airton - Então, não entro nessa coisa de “niconseiros ou canonzeiros”, acho isso uma apelação do mercado. Tenho um equipamento Nikon e isso é o mais importante. Faço a foto com uma máquina analógica ou uma digital.

CH - Como sobreviver de fotografia artística num país como o Brasil?

Airton - Não é necessariamente ser somente no Brasil. Vejo muitas pessoas conseguindo espaços com os seus trabalhos em qualquer parte do mundo. O que importa é como você expressa a sua criatividade.

CH - Existe algum tipo de patrocínio no seu trabalho?

Airton - Não, não tenho patrocinadores.

CH - Que medidas você propõe para proteger os direitos autorais de suas fotografias frente à pirataria na internet?

Airton - Uso marca d’água. Mas isso não é o suficiente. Nunca aconteceu comigo um caso de pirataria, mesmo porque faço pouca divulgação do meu trabalho nas redes. Mas se isso acontecer, vamos ver nos posicionamos.

CH - A tecnologia e o retoque digital estão reduzindo a diferença entre profissionais e amadores? Qual sua opinião a respeito?

Airton - Não. Não é a fotografia retocada que vai fazer esse marco. Toda imagem digital tem que receber um ajuste. Agora, o ajuste depende da linguagem usada pelo fotógrafo. Tem fotógrafo que gosta de suas fotos mais coloridas; já temos outros que gostam menos. Acredito que a estética é que vai definir.

CH - A fotografia tem o reconhecimento que merece nos museus de arte contemporânea? Justifique.

Airton - Sim. Assim como a arte contemporânea é uma expressão da liberdade, a fotografia contemporânea também faz parte dessa expressão com base na criatividade.

CH - Que conselho você daria a um jovem aspirante a fotógrafo artístico?

Airton - Veja, eu diria que, se ele não tiver tanta pressa em entrar no mercado fotográfico, que estude mais, fizesse mais cursos profissionalizantes, lesse mais sobre a cultura das artes, pesquisasse os grandes fotógrafos, visse filmes, documentários, viajasse e ouvisse boas músicas. Porque é com essa bagagem cultural adquirida que ele vai revelar-se como um fotógrafo criativo.

CH - Cite um projeto/trabalho que você mais gostou de realizar e outro que pretende fazer.

Airton - Uma exposição fotográfica, em 2007, em Teresina. Uma parceria minha com a ONGCria – Centro de Reintegração Familiar e Incentivo à Adoção, onde fotografei as famílias adotivas com os filhos de coração, e que ficou exposta por uma semana no Teresina Shopping. Tenho um outro projeto ainda em estado de elaboração, será feito em preto e branco.

CH - Considerações finais...

Airton - Gostaria de parabenizar o Blog pela iniciativa da entrevista, que tem por finalidade dar espaço aos artistas da cidade a se tornarem conhecidos, juntamente com as suas artes. Agradecer também, ao convite para minha participação ao II Fazendo Arte Coletiva, também uma iniciativa muito importante e aplaudida, que tem por objetivo reunir em um só lugar, no caso o Teatro Saraiva, os talentos da cidade no mundo artístico e suas artes.





Trabalhos de Airton Porto






Mais sobre o trabalho do autor (AQUI)

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