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A participação dos jovens brasileiros na política


O filósofo grego Aristóteles já dizia que “o homem é um animal político” logo, entende-se que a política é algo indissociável da vida social do homem, quanto indivíduo munido de direitos e deveres convivendo em sociedade. Infelizmente, o termo “política” (do Grego: politikos, significa "de, para, ou relacionado com os cidadãos") está sendo limitado, apenas, ao processo eleitoral e a gestão dos administradores públicos. No entanto, a política engloba todas as ações cotidianas do cidadão que deve estar abastecido de uma consciência crítica para compreender suas obrigações e deveres em um Estado democrático de direito.

É perceptível, ao longo da história, a participação dos jovens na política brasileira. Desde os movimentos de luta pela independência, movimentos abolicionistas, passando pelos movimentos contra a ditadura, impeachment de presidente até às jornadas de junho do ano passado.


Hoje, no Brasil, segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) são mais de 23 milhões de jovens com idade entre 16 e 24 anos, aptos a votarem. Isto representa cerca de 16 % do eleitorado brasileiro. Mas, a atual conjuntura política brasileira atrai a atenção dos jovens? E os jovens estão preparados para participar da política?

“Eles não nos representam” era um dos principais gritos da juventude que foi às ruas brasileiras nas manifestações de junho de 2013. Indignados ou alienados? É notório o alto fluxo de informações nos dias atuais com o advento da internet e redes sociais, porém, essa liberdade de informação pode ser prejudicial quando se assimila qualquer conteúdo disponibilizado por esses meios, sem a devida análise crítica. Se por um lado existem as grandes corporações jornalísticas (TV, rádio, jornais, revistas...) por outro lado a internet pode ser uma ‘terra-de-ninguém’ onde se fala tudo e de todos. É crucial os jovens estarem atentos às induções midiáticas, bem como, à eloquência do marketing político, para que não corram o risco de serem manipulados.

Os jovens já herdam dos adultos a ideia preconceituosa a respeito da política, fazendo associações negativas do tema com as falcatruas, troca de favores e conchavos. A minoria dessa juventude é participativa, discute e debate ideias e soluções política, enquanto a maioria assiste passivamente o desenrolar do enredo político nacional. Um dos argumentos que nutre essa passividade é o arcaísmo do jeito de se “politicar” no Brasil, com as velhas oligarquias políticas detendo o comando e o poder, se utilizando de ultrapassadas ideias e programas de governo repetidos. 

Entretanto, a não participação dessa juventude nas elaborações e decisões de interesses públicos, dará continuidade a este atual sistema. Os jovens não tem que se limitarem somente ao ato de votar, este é apenas o ápice do direito (e dever) básico do cidadão. É preciso indagar, propor soluções e buscar alternativas, deixar de ser, apenas, um revoltado na frente do monitor e procurar angariar as mudanças almejadas para a política brasileira. Assim, esses jovens compreenderão que eles não são o futuro, mas o hoje, o agora do Brasil, como disse o pensador austríaco Peter Drucker: “A melhor maneira de prever o futuro é cria-lo”

Por Marcelo Silva

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