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Histórias que a História não conta, mas que dão ‘história’. por Marcondes Teles

Histórias que a História não conta, mas que dão ‘história’. 


Asfaltamento da estrada Parnaíba/Chaval. 

De 1983/86, o Piauí foi governado por Hugo Napoleão. Pediu e recebeu a verba para fazer a PI7, ligando Parnaíba a divisa do Estado do PI/CE, via Retiro. Construiu 10 km de estrada e parou no olho d’água. Alberto Silva, seu sucessor, continuou a obra e parou no acesso a sua Fazenda, Jaboti, município de Luís Correia. Freitas Neto, o que lhe sucedeu, fez mais 15 Km, parando na Baixa do Guede. Mão Santa, Governador, eufórico, deu continuidade a construção da via. Mas ‘boas línguas’ me diziam que ele só chegaria até o Camurupim, com a pavimentação. Nesse "interin", num belo sábado de sol e descontração no Bar do Posto Pioneiro, sentou-se na mesa em que eu estava, o então Governador, Mão Santa. (Era o ano de 1995. (Desde 1984, que cultivamos uma relação amistosa, eu e Mão Santa). Dirigindo-se a mim, que até então estava cabisbaixo, perguntou, e aí Chaval, como é que vão as coisas? Gesticulando negativamente com a cabeça, respondi “bom não, Governador” e emendei comentando sobre o destino da estrada que era tida como a redenção do turismo na Região Norte. Com ele já seria o 4° governo a tocar a obra e não concluir. Em verdade, ele nada respondeu, mas conhecendo bem o cidadão, vi que ele guardara a observação. Qual não foi minha surpresa, nos dias que se seguiram o ‘Oliveira’ me dava notícias de que as máquinas reviravam terra lá pros Lados da Lagoa do Camelo. A estrada foi concluída e aí, sem acesso a política de Chaval aquela época, precisava homenagear o Governador com o título de Cidadão Chavalense, recorri a um amigo, Batista Adrião. Esse contatou o Vereador Presidente, Landri, que delegou a missão a outro e no dia da inauguração da estrada, o Vereador Dodô, única autoridade chavalense presente na solenidade, entregou o título de Cidadão ao Governador Mão Santa. Ato contínuo, entregamos o monumento da ‘Mão’, que eu havia encomendado ao Arquiteto Djalma Carneiro e equipe (‘Jacaré, pedreiro falecido e Raimundin do Carrin’). 
Alguns não veem na homenagem o verdadeiro valor e sentido que ela encerra. O fato foi noticiado nos veículos de comunicação do Ceará e teve uma importância tamanha na conclusão da estrada CE085, Camocim/Chaval. A homenagem do povo Chavalence ao governo do estado vizinho, provocou ciúmes a ponto de na posterior inauguração do trecho Camocim/Chaval, o Galeguin, se recusar a participar, informado da presença do Mão Santa, achando que poderia não ser tão aplaudido quanto o dito cujo, justificou dizendo ter havido uma pane na aeronave. Mas ele está perdoado, nos deu ainda naquele governo, o açude Itaúna e o Hospital Municipal, Elizete C P Pacheco. 

Vale salientar, a uma, que antes da obra, o tempo gasto por um automóvel para percorrer o trecho Retiro/Camurupim, era de aproximadamente duas horas e meia e a duas, que os governos do Ceará e Maranhão, erroneamente, entenderam que seria inteligente criar um bloqueio terrestre a Cidade de Parnaíba  notadamente a melhor estruturada no circuito Jerí/Delta/Lençóis. Esse bloqueio ainda perdura por parte do Maranhão que não conclui o acesso de 35 km a Barreirinhas. Imaginando que com isso os turistas voltam dos lençóis para São Luís. Santa ignorância. Entendo que quanto maior a motivação, maior o fluxo.
Por Marcondes Teles