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Chavalzada entrevista o escritor Zilmar Junior

Zilmar Júnior é parnaibano. Já teve textos publicados na Plataforma Escrever sem Fronteiras – SESC e em dois jornais impressos da cidade de Parnaíba: Correio Literário e O Piagüí. 


É escritor em variadas vertentes literárias como fábulas, contos e artigos científicos, tendo um contato mais próximo com poemas e cordéis, no qual pode no ano de 2016 lançar seu primeiro trabalho, intitulado de Recado de um Cordel e em 2017: Lembranças de um futuro, Lado A e Lado B. Neste mesmo ano, também participou de uma coletânea poética, intitulada de Versania. Atualmente está trabalhando em seu livro de contos: Grãos de Areia.

Confira a entrevista:

Chavalzada - Primeiramente, me fale um pouco sobre você. Quem é Zilmar Junior?

Este é um ótimo exercício de autoconhecimento, dentro dessas questões que nos colocamos diante do espelho e refletimos acerca de nós mesmos. Mas se eu me visse por fora, acreditaria que Zilmar Junior é uma pessoa esforçada, que gosta de fazer e manter amizades e que acredita muito num futuro e presente. O humor e fé, também, sem dúvidas, é algo fundamental em sua vida.

CH - Me fale sobre sua formação?

Zilmar - Tenho graduação em Licenciatura Plena em Letras Português e duas Pós-graduações, uma em Educação Especial e a outra em Libras.

CH – Quando e como você começou a escrever?

Zilmar - Desde pequeno, na verdade, já escrevia algumas coisas autorais: pequenos contos, poemas e algumas frases de efeito, como uma que, quando criança, era apegado a ela: “Não estou nem aí se não entendi a piada, eu quero é sorri”. Na época, eu não tinha determinada maturidade que tenho hoje, mas a vendo, posso ratificar que ainda posso mantê-la muito bem viva.

CH - Você sente mais emoção ao escrever qual gênero (poesia, conto, romance etc.)?

Zilmar - Escrever à luz de algum gênero literário, para mim, é como uma relação sexual. A depender do dia, do momento, de suas inquietações e ansiedades, que a emoção se fará presente neste ou naquele gênero. Eu, particularmente, tenho alguns orgasmos a mais com a poesia, o que não anula ou desqualifica, minha relações com outros gêneros como conto, fábula, cordel dentre outros.

CH - Quais são suas principais influências na literatura?

Zilmar - No Ensino Fundamental, tive a grande sorte de me deparar com uma música de Chico Buarque, que me chamou muita atenção pela maneira de como ele a construiu, era Cálice, fiquei fascinado com a capacidade e possibilidades que a Literatura pode realizar. Depois conheci alguns outros autores que também me conquistaram: Clarice Lispector, Machado de Assis, Florbela Espanca, Carlos Drummond, Millor Fernandes, e atualmente o Bráulio Bessa, esse homem é personificação da Literatura de Cordel. Têm alguns outros, claro, entretanto acerca de influências mais assíduas, menciono esses citados.

CH – Se dedica exclusivamente à literatura ou tem outra profissão.

Zilmar - Essa pergunta é um tema que vira-e-mexe ronda algumas mesas e bate-papos sobre Literatura. Viver ou não, propriamente dela. Infelizmente, sabemos que no Brasil é um tanto difícil viver tão somente de literatura, mas, para mim, ainda não descarto essa possibilidade. Existem alguns escritores que vivem dedicados mais exclusivamente à Literatura, mas em meu caso, atualmente, além de escrever, sou professor de Língua Portuguesa e corretor de textos acadêmicos. 

CH - Você escreve para vender ou para satisfazer seus desejos de autor?

Zilmar - Quando conheci Ithalo Furtado, um escritor parnaibano, estava começando a escrever, ainda não tinha nada publicado e nem era visto dentro do cenário literário de minha cidade, Parnaíba, contudo, por meio dele, e de Camila Maia, uma outra amiga, pude despertar para a escrita e saber o quão é maravilhoso escrever. Desde então escrevo para várias coisas, para satisfazer meus desejos enquanto escritor, para desabafar, conversar comigo mesmo e com meus leitores, viajar, ser e não ser, e também, na última das possibilidades para vender, esta, mais restritamente aos cordéis, que mais ativamente publico.

CH - Como você organiza seu processo criativo: decide o que vai ser escrito e por onde começar e quais serão as fases?

Zilmar - Costumo dizer que meu processo criativo se governa. Às vezes, maioria delas, não decido o que escrevo, surge as inquietações, as necessidades, afinidade por algum tema, e me torno apenas um veículo de escrita do meu próprio processo de criação. Claro que não é uma coisa desorganizada, temos nossa sanidade mental que nos faz instruir o que vamos fazer e como fazer, mas para efeitos literários, não há uma espécie de metodologia a seguir, há sim, a depender do que se escreva, planos e metas, contudo colocá-lo como único e imodificável, acredito não ser o melhor caminho. 


CH – Quais trabalhos literários já realizou? ... Fale um pouco sobre esses trabalhos...

Zilmar - Felizmente, agradeço a Deus por isso, já tive oportunidades de fazer vários trabalho na área literárias, desde escrever, como também ministrar oficinas, apresentar pesquisas, palestras e recentemente, participei de uma coletânea poética, intitulada de Versania, na qual tenho o prazer de mencionar o organizador dessa obra: Claucio Ciarlini. Uma excelente pessoas e também um ótimo escritor.

CH - Quais suas metas? Algum projeto literário em andamento?

Zilmar - Sobre metas tenho muitas, algumas um tanto utópicas, todavia não impossíveis, mas em plano mais real, minha meta mais próxima, é publicar, neste ano de 2018, meu primeiro livro de contos, Grãos de Areias. Um livro que reúne contos propagados na praia e com a voz e vida de vários personagens, ora mais ora menos maduros. Acredito que os leitores terão em mãos uma boa obra para degustarem. 

CH- O que uma crítica literária significa para o seu trabalho?

Zilmar - Acho as críticas extremamente importantes para quem é escritor, com um porém, as construtivas. O meio literário é um terreno maravilhoso, contudo, devemos ter cuidado com quem e para quem devemos direcionar nossas atenções. Nem toda crítica é relevante logo nem todas devem ser consideradas, no entanto, devemos ter discernimento para filtrar aquilo que realmente possa ser contribuinte para nossos trabalhos.

CH - Sua literatura aborda temas nacionais, culturais, raciais, e grita pela desigualdade, ou apenas segue passivo sem se intrometer nestes assuntos?

Zilmar - A Literatura é um excelente campo, pois nela podemos falar do que quisermos, como quisermos, e da forma em que mais achamos conveniente. Dentro de alguns temas, considerados polêmicos ou não, o escritor pode permear por eles, mesmo que sem intenção. A Literatura tem voz, e cabe a cada autor, saber usa-la, para esta ou aquela finalidade. 

CH - Brasileiros leem em média 4 livros por ano. O que um escritor pensa sobre isso?

Zilmar - Como todos números, devemos ter cuidado com eles. Existem pessoas que leem 1 livro por ano, outras que leem 7, por exemplo. O Brasil, historicamente sofre com uma educação altamente precária, até então, não menos de 100 anos, no Piauí, o índice de analfabetos era altíssimo, e querendo ou não, esses respingos históricos recaem sobre o povo. Em tese, é um número muito baixo, contudo, acredito, que mesmo em passos lentos, essa realidade está sendo modificada. Alguns jovens leitores estão surgindo, seja de literatura ou não, e há também muitas pessoas que não sabiam ler, tendo um contato mais próximo com livros. O que falta, em minha opinião, é investimento na formação de um público leitor e de mecanismos que favoreçam a promoção do livro até esse público, deste modo, penso que poderíamos mudar um pouco essa média.

CH – Como você avalia o mercado editorial brasileiro atualmente?

Zilmar - Vejo como um mercado que está em pleno desenvolvimento. Com o surgimento de mais escritores e com um público leitor que, mesmo em passos lentos, cresceu, o mercado editorial vem ganhando espaço e lucro com todo esse processo. Contudo (ou sem tudo) o papel ainda é caro! 

CH – Como você analisa a literatura parnaibana (historicidade e atualidade)

Zilmar - Quando fala-se de literatura parnaibana, hoje, fico um tanto mais feliz. Vários autores, atualmente, estão publicando livros, escrevendo, saindo para fora da cidade, sendo vistos no cenário estadual e nacional. O contexto literário parnaibano, a meu ver, se modificou para melhor, antes tínhamos poucos nomes que poderiam representar nossa literatura, hoje, temos bem mais. O esforço e vontade de escrever de cada escritor, faz com que essa nova realidade esteja sendo construída, porém ainda falta muito para chegarmos a uma visibilidade que realmente deveria existir. Poucos são os incentivos e muitas as dificuldades.









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