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Já parou para pensar sobre o que você pensa? | Por Alex Souza

Você já parou para pensar no que você anda pensando? O que está passando pela sua cabeça nesse exato momento? Todos os dias estamos imersos em diversas atividades e afazeres. São tantas coisas a resolver, contas, planos, estudos, compromissos, atividades físicas, encontros, visitas, etc. Enfim, uma infinidade quase inumerável de tantas coisas que passam pela nossa cabeça e com o qual temos que lidar. Essas coisas que se passam pela nossa cabeça podem ser entendidas como pensamentos, sem os quais, ã vida seria bem diferente do que normalmente é.

Nenhuma atividade que nós fazemos ocorre de forma separada do pensamento, ou seja, o pensamento influencia nossas ações. Você não pode querer correr 10 minutos se não tiver minimamente pensado nessa possibilidade. E mesmo que você diga que fez “algo sem pensar”, a verdade é que, de alguma forma você pensou, porém, o pensamento não estava claro para você. Isso porque o pensamento pode aparecer em diversos níveis da nossa consciência e por isso nem sempre estamos conscientes quando ocorrem.

Nossos pensamentos são interpretações que aprendemos ao longo da vida, com nossas experiências pessoais, com o ensino de outros e diversas maneiras. Construímos interpretações sobre o mundo externo (pessoas, situações, objetos), sobre o tempo (passado, presente e futuro) e sobre nós (por nós mesmos e em relação aos outros). A partir dessas formas de interpretar/pensar é que tomamos nossas decisões e ações. São como lentes que vemos o mundo, nos dando as informações necessárias para agir. Porém, essas lentes têm limites e não conseguem mostrar todas tudo o que precisamos. Para ficar mais claro, pense em óculos escuros como exemplo. Apesar de poder ver formas com nitidez, a lente escuta muda a percepção de luz e das cores, assim não vemos as coisas como elas são. O pensamento não é diferente. 

Os pensamentos podem ser tanto funcionais como disfuncionais. Por funcionais entenda os pensamentos que funcionam para que nós possamos viver bem. Por exemplo, lembrar do que estudamos na matéria, de um conselho importante, do caminho de casa ou outra coisa. Sendo que um pensamento só é funcional dependendo do contexto. Imagina lembrar da receita de bolo na hora da prova. Parece estranho, mas acontece bastante. Termos pensamentos que não estão de acordo com a necessidade da situação e pode ser prejudicial à ela. Esses pensamentos chamamos de disfuncionais. Um bom exemplo de pensamentos disfuncionais são aqueles pensamentos que, numa situação estressante, reforçam o estresse. Pense numa situação difícil (um teste ou prova) que tem um nível de estresse razoavelmente comum, porém, que pode despertar pensamentos disfuncionais relacionados à ela, como por exemplo, pensar que irá se dar mal, que não consegue, e por ai vai. 

Importante dizer que pensamentos funcionais e disfuncionais podem ser bons ou ruins, dependendo do contexto. Num velório, por exemplo, pode ser que alguém lembre de uma situação engraçada e ria (mesmo que baixinho). E isso não é algo considerado disfuncional. Porém, a gente já fica atento caso, numa situação considerada ruim, alguém tenha o hábito de rir (intencionalmente) da desgraça alheia. Enfim, em relação à essa questão, o que você pode manter em mente é: um pensamento funcional adapta-se ao contexto da melhor forma possível. Já o pensamento disfuncional não se adapta. Simples né? Parece que sim. Mas, há mais coisas.

Como tinha dito antes, nem sempre estamos conscientes de nossos pensamentos quando eles ocorrem. Se precisássemos ficar atentos à todos os nossos pensamentos, certamente ficaríamos cansados de tanto pensar. Então, por conta disso, nossos pensamentos podem ser automatizados. Ou seja, ao exercitarmos sempre mesmo tipo de raciocínio, com o tempo, ele torna-se tão comum que não precisamos de esforço para que ele aconteça. Isso acontece, por exemplo, quando fazemos contas simples, conversamos, aprendemos a dirigir, escrever, etc. Primeiro você usa sua atenção para treinar e aprender algo, depois, de um tempo, fica automatizado. Os pensamentos tornam-se automáticos assim: repetindo-os até que seja simples eles virem à consciência. Porém, o fato de não estarmos conscientes dos pensamentos que temos, não significa que eles não estão ocorrendo. Já viu aquelas pessoas que fazem algo sem perceber que estão fazendo? Que pensam em algo e esquecem que estão cozinhando, escrevendo, etc. Acontece que, muitas vezes, aprendemos coisas que nem sabemos como aprendemos. Por isso a importância de se estar atento ao que se pensa. 

Recapitulando: tudo o que fazemos depende do que pensamos. Nossos pensamentos são aprendidos ao longo da vida. Eles são interpretações (lentes) que vemos o mundo, as pessoas e a nós mesmos. Os pensamentos podem ser funcionais ou disfuncionais dependendo do contexto e da capacidade de adaptação deles aos contextos. Nossos pensamentos podem ser automatizados, sendo, muitas vezes, não-conscientes. Então, o que você pensou sobre isso tudo? Pode compartilhar o que se passou na sua cabeça conosco? 

Até a próxima! Saúde e Paz!


Primeira parte da postagem



Segunda parte da postagem


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